ADVERSÁRIOS DENTRO DO LAR
REFORMA ÍNTIMA - Elevação espiritual
“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no
Caminho com ele , para que não aconteça que o adversário te
Entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na
prisão, Em verdade te digo que de maneira alguma sairás dali
enquanto não pagares o último ceitíl (Mateus, capítulo 5,
versículos 25 e 26.).
Quando Jesus nos alertou para a necessidade de reconciliação com os nossos desafetos enquanto eles estivessem conosco. Ele queria nos prevenir para as repercussões do ato do não-perdão.
Se não perdoarmos hoje, o nosso desafeto levará consigo uma mágoa contra nós, podendo desencarnar com ela e, estando livre do corpo físico, terá mais liberdade para nos atormentar, cobrando, através do ódio, o amor não vivido, alcançando-nos nos nossos interesses e nas nossas mais caras afeições.
Este ódio pode, portanto, ser estendido até futuras reencarnações, trazendo muito sofrimento para todos.
Se hoje recordamos de algum desafeto, ódio ou mágoa de alguém, comecemos com uma oração ao Pai, pedindo forças para resolver a situação e, após, pensemos no companheiro com mais compreensão, lembremo-nos de momentos felizes que com ele passamos e cheguemos à conclusão de que a desavença não é tão
Boa quanto a amizade, o respeito e o
Amor que podemos ter pela pessoa.
Mais doloroso fica o quadro de
Rancor, quando ele se desenvolve dentro do lar.
Deus, na sua infinita misericórdia, junta dentro do lar aqueles que não souberem se perdoar em outras reencarnações, para que sejam obrigados a conviver intimamente e, através dos atritos e discussões, cheguem a um denominador comum. A um entendimento. Todos sabemos que dentro de nosso lar temos que respeitar e ponderar opiniões daqueles familiares que todos os dias estão conosco e, da mesma forma, emitimos as nossas opiniões e queremos ser respeitados. É desse atrito de opiniões e do respeito que a elas se dedica que nasce o entendimento entre os familiares.
A reencarnação em nossa família não é um castigo imposto pelo Pai, mas sim uma oportunidade para aqueles que se odiaram em outras reencarnações por viver o amor que foi negado e por terminar situações que não foram resolvidas no passado: por este motivo, devemos considerar a reencarnação e a família como uma grande benção em nosso favor, que o coração Misericordioso de Deus nos concede.
A oração dentro do lar, o respeito aos familiares, o silêncio na hora crítica de discussões, o pedido de desculpas é o balde de água fria na fogueira do ódio.
Fazer que não ouviu a pequena crítica ou ofensa, dar bom dia, fazer uma gentileza, prestar um serviço doméstico com prazer e alegria e fazer comentários construtivos guardando as críticas, também são pequenos gestos que alimentam o entendimento.
Não deixemos que pequenos desentendimentos ou grandes ódios nos tragam sofrimentos em futuras reencarnações, podendo gerar obsessões dolorosas, pois não poderemos alegar que somos inocentes.
Neste assunto, nosso Emmanuel orienta-nos: “... o esposo difícil: a companheira complicada: os filhos que se desvairam nos labirintos da ingratidão: os amigos que fogem,...Á frente de semelhantes sinais, unge-te de coragem e escuda te na paciência incansável, oferecendo o bem pelo mal para que a luz vença a treva em teu caminho, porque se a evolução pede esforço, a redenção exige, renúncia se quisermos fitar novamente o sol de pensamento tranqüilo.”
A cada um segundo as suas obras é o que Jesus nos ensinou. Se nossos atos são de rancor, ódio, vingança e mágoa, a nossa colheita não será de paz.
Quantas guerras são promovidas pelo ódio e pelo desejo de vingança guardados de tempos remotos?
Recentemente verificamos o resultado do ódio
Acumulado e até hoje vemos os efeitos da vingança.
Milhares de mortos por um atentado e um país sendo
Devastado por uma guerra. Tudo está em nossas mãos:
Ao contrário do que muitos pensam que tudo já está
Determinado em nossa vida, sabemos que não há destino traçado que não possa ser modificado pelo amor, pelo respeito e pela caridade.
“O amor cobre a nossa multidão de pecados.”
Se praticarmos mais a caridade, estaremos, aos poucos diminuindo o ódio e os maus sentimentos que temos dentro de nós.
Lembremos que a paz mundial só vai se estabelecer quando soubermos viver em paz dentro do nosso lar, no ambiente de trabalho e até no transporte coletivo que utilizamos. Até atingirmos este estágio de paz, não joguemos a culpa dos atos violentos nas autoridades ou em outros fatores.
Cada um leva dentro de si um mundo que pode ser de paz ou de guerra, mas que cabe a cada um, individualmente modificar e melhorar.
Wilson
Bibliografia: O EVANGELHO Segundo o Espiritismo- capítulo X- item 5- Allan Kardec – tradução-Roque Jacintho, Ed. Luz no Lar 2004- Família Espíritos diversos- Francisco Candido Xavier. Ed. CEU 1986- I9magem HTTP:/WWW.mensagensvirtuais.com.br/magens/reconc2.gif.























